"No comecinho dos anos 90, em palcos improvisados no campus da Universidade Federal do ES, um bando de jornalistas e radialistas malucos faziam em Vitória um estardalhaço. Guitarras pesadas, trocadilhos geniais em suas letras, trompete, três vocalistas em cima do palco, uma pitada de hardcore e até mesmo MPB. Isso era Lordose pra Leão, sinônimo de shows inusitados, festa e influencia pra muita gente que no final dos anos 90 estaria produzindo suas próprias bandas por aqui. E agora, faltando apenas 2 anos pro fim do mundo, eles lançam o CD Eu tenho que Vomitar meu Cérebro, com uma grande sacada: Gravações realmente bem feitas de suas melhores músicas das antigas misturadas com novas idéias e composições. A faixa título mistura microfonia e guitarras barulhentas com vocais que remetem ao rock nacional dos anos 80 e logo em seguida um rock quase hardcore "Filme de Ação". E nesse ritmo o CD vai seguindo, misturas homogêneas, ou seja, as várias facetas da banda apresentadas uma a uma, sem formar uma colcha de retalhos. "Uma coisa ruim" e "Glaucoma" fazem parte da citada bela volta ao passado do Lordose. São musicas que lembram, por exemplo, a melhor fase dos Titãs, ou seja: rock nacional pesado e inteligente. "Homem cria Cão" é uma nova composição que ilustra a capacidade de criação literária da banda, cheia de metáforas e jogos com as palavras. Pra encerar a sensacional "Eu não sou Roberto Carlos" em parceria com o genial Marcel Dadalto, cérebro da banda Zemaria. Eu também não sou Roberto Carlos, não toco violão e não sei falar de amor." Fábio Mozine.